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quinta-feira, 30 de maio de 2019

..: O CERIMONIAL FLORESCE NO MUNICÍPIO ::..




Djair de Souza é administrador de empresas, empresário no ramo de Cerimonial e Eventos. 
É consultor de diversas Prefeituras e Câmaras Municipais, foi por 18 anos Coordenador de Cerimonial e Eventos da Prefeitura de Praia Grande/SP.; é professor e consultor do Instituto Brasileiro de Administração Pública-IBRAP, membro do Comitê Nacional do Cerimonial Público – CNCP desde 1995 e ocupante da cadeira 25 da Academia Brasileira de Cerimonial e Protocolo.





E tudo começa no município: “O município é destinado a produzir, no século em que vivemos, dois distintos fenômenos. Como unidade administrativa deve ele conciliar, promover e dirigir os interesses e todos os cidadãos que habitarem o seu território. Como fragmento político, cumpre-lhe acompanhar o movimento progressivo de todo o país.” - José Félix Henriques Nogueira (1823-1858), jornalista, escritor e político.





Saber viver em comunidade não é fácil. Pelo contrário, é um aprendizado constante. O conceito de cidadania tem origem na Grécia e pressupunha todas as implicações decorrentes de uma vida em sociedade. Nesse contexto, o Cerimonial tem um papel fundamental, colaborando e estreitando essa comunicação com a população ao levar a ela o evento ou a solenidade, ao usar uma linguagem adequada, ao não discriminar grupos, ao permitir o acesso, ao cuidar da segurança, ao receber com respeito o mais humilde dos munícipes e dar à autoridade seu valor, sem criar uma distância arrogante.



Impulsionados pelo instinto natural, o Cerimonial municipal, vibra muito, tem criatividade sem igual em outras esferas, adquire respeito a partir do momento que não esquece que também exerce a função de agente político. Ser cerimonialista em Município não é apenas saber organizar um evento e fazer com que este ocorra de forma impecável, é muito mais! É ter visão da vida nessa sociedade, é saber da história e costumes desse grupo, é ter comprometimento com seu assessorado, envolvimento com o objetivo do evento, conhecer cada detalhe. É prever o imprevisto ao olhar de quem apenas participa. Transformamos o ambiente simplista em formal. Fazemos com que pessoas comuns se destaquem e autoridades sejam tratadas de forma adequada.




Podemos concluir que, no Município, o Cerimonial floresce com o objetivo de colaborar com a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Como estamos constantemente preparados para as maisdiversas situações em nossos eventos e solenidades, sentimos uma satisfação sem igual ao ver o resultado de nossas realizações e o valor que adquirimos com nossas experiências a cada dia da vida em sociedade, da vida em grupos, da vida no Município.


sexta-feira, 17 de maio de 2019

Assessoria x Cerimonial x Assessor x Cerimonialista


Por 

Anderson Amaury Silva

Mestre de Cerimonias e Cerimonialista 


Há dias eu venho escrevendo, reescrevendo, pensando, repensando, relutando, analisando, estudando, pesando sobre esses temas: Assessoria, Cerimonial, Assessora, Cerimonialista.
Comecei minha vida no cerimonial aos 22 anos de idade, e sempre, entendam, sempre estive ao lado da cerimonialista e do organizador de eventos. Aliás, quem me conhece sabe que brigo com unhas e dentes pela profissionalização das funções dentro do mercado de eventos.
Quando iniciei a atividade de mestre de cerimônias, eu tinha uma chefe de cerimonial muito exigente e chata. Ao ponto de me corrigir na frente de todos. Eu só entendi aquele gesto anos depois, pois vi em outras atitudes tamanha responsabilidade estar à frente de um evento.
Nos anos 2000, ou era cerimonialista, ou era organizador de eventos.
Volte e meia, em eventos bem tumultuados, ouvimos a famosa frase: - A culpa é do Cerimonial.
Com o passar do tempo, já em São Paulo, fui conhecendo outras atividades dentro do mercado de eventos. E aqui quero discorrer sobre elas: Cerimonial, Cerimonialista, Assessoria, Assessor(a).

Vamos começar pelo:

Cerimonial
Queridos – Cerimonial é a ciência dos acontecimentos de um evento – já escrita e definida por anos de trabalho e tradição – em detalhes, cerimonial é a sucessão de atos que integram e compõe um evento, seja ele público, corporativo e ou social - Cerimonial não é a equipe que organiza, ou que recepciona, ou que conduz, ou que apresenta o evento. Cerimonial é a vontade definida e introduzida pelos anfitriões (dono do evento) e ou cerimonialistas.
A Finalidade do Cerimonial é observar e aplicar o conjunto de princípios que envolvam normas legais, ritos, costumes, tradições, hábitos e valores das instituições e comunidade sobre determinada organização de um evento. Todos os eventos têm cerimonial. Nem sempre significa pompa e circunstância, mas sim organização e sequencia. Mas essa organização, gera pompa, indiferente do evento.
O Cerimonial tem uma lógica muito clara, ele trata de disciplinar as normas protocolares cabíveis para aquele determinado evento. Ele organiza e coloca estética, coloca comunicação. O cerimonial também prevê a linguagem do evento, sua semiologia, as formas de cortesia, de tratamento. Cerimonial codifica a legislação, os costumes, os preceitos. Coloca ética e transmite valores. E claro, trata da aproximação, faz o social, a confraternização entre as pessoas.

Cerimonialista
É o profissional que aplica, observa, rege, organiza essas normas dentro dos eventos. Ou seja, o cerimonialista é o acadêmico (mesmo sem curso superior), é o estudioso dos eventos. É fundamental que ele saiba a diferença dos eventos, de seus formatos, de suas nomenclaturas, de suas regras, de suas organizações, do porquê, pra que, como, quando, onde e quanto está envolvido naquele proposito chamado evento.
Obviamente, não consigo resumir o que o Cerimonial e o Cerimonialistas representam. Mas nestas poucas palavras conseguimos observar tamanha importância e relevância em qualquer evento.
A divisão do cerimonial é abrangente, mas absoluta. O trabalho do Cerimonialista é intangível, porém singular e de grande valia na composição de qualquer evento.

Assessoria 
Esse termo me surgiu em eventos sociais no ano de 2007, 2008, quando comecei efetivamente a migrar do mercado corporativo e público para as áreas sociais. Casamentos e Debutantes são os eventos onde mais se fala em assessoria e cerimonial.
Assessoria e Cerimonial – e ou - Fulano de Tal – Cerimonial
“Termo esse que não concordo, mas é muito usado. Inclusive por mestre de cerimônias e celebrantes. Precisamos dizer, que mestre de cerimônias, e ou celebrante, não faz cerimonial. Mas conduz, e ou celebra, os acontecimentos de um Evento com Cerimonial”.
Voltando a Assessoria, ao meu entender, assessoria faz o trabalho completo de um sonho. Atua na direção do cliente e na atuação dos fornecedores. Trabalha dentro do orçamento e briga por preços que atendam o bolso e gosto de seu cliente. São os olhos aos detalhes, na quantidade de objetos/produtos e pessoas contratadas, cuida dos convidados e da acomodação.
É a equipe que vai pôr em prática o sonho de um evento perfeito. Aqui e entra as recepcionistas, os auxiliares, a cerimonialista, o mestre de cerimônias, o celebrante, e as pessoas que cuidam da execução e da direção deste determinado evento.

Assessor(a)
Em curtas palavras é o responsável por essa equipe. A coordenação do evento é por sua conta. São os olhos dos noivos e dos anfitriões para que o projeto saia a contento e conforme seu planejamento.
Conclusão
Em minha carreira profissional, sempre vi o cerimonialista planejando, organizando, consultando, orçando, solicitando, mandando e muitas outras questões dentro dos eventos corporativos e públicos. E para os eventos sociais, surgiu o termo assessor – que tem a mesma responsabilidade de um cerimonialista. Então resumo dizendo que cerimonialista é o assessor.
Já no mercado de eventos sociais, o Assessor nem sempre oferece em sua assessoria os profissionais capacitados e entendidos da ciência chamada cerimonial. Ou por si só, não estudam o cerimonial como ciência. Um grande equívoco na comunicação de sua empresa de Assessoria.
Então acredito que, o mercado social, ser livre e aberto, onde qualquer pessoa pode “atuar”, facilita a muitas pessoas, conseguir contratos com essas nomenclaturas profissionais. Ai as facilidades do achismo se encaixam tão bem. Explico: Eu acho que assim funciona, e por isso faço assim.

Dentro dessa perspectiva, o achismo vira curso, oficina, worshop, e consequentemente, muitas visões do cerimonial social surgiram.
Sou eternamente favorável a contratação de cerimonialista e ou assessores. Jamais um evento, por menor que ele seja, fique sem essa atividade, sem essa visão de organização e legislação.
Agora precisamos unificar a linguagem e como vendemos isso ao mercado de eventos. Deixar claro o que vendemos e fazemos. Os que são referência precisam recomendar aos profissionais qual nomenclatura vamos usar.
Por isso continuamos a ver a confusão de muitos. Chegou o cerimonialista, quando na verdade é o mestre de cerimonias, ou celebrante. Ou ainda, contratam um cerimonialista achando que ele é mestre de cerimônias.
Para mim:
Vejo então que toda a assessor(o) deve ser cerimonialista. Se tornar um conhecedor da ciência chamada cerimonial e de seus protocolos. Estudar Cerimonial e Protocolo é essencial.
Uma sugestão para o mercado de eventos sociais:
Produção/Organização de Eventos – que essa nomenclatura seja recomendada para quem gosta de atuar no planejamento e no conceito de comunicação e estética de um evento, e dentro de sua equipe, disponibilize um cerimonialista, ou consulte o mesmo, para cuidar do Cerimonial e dos protocolos que esse evento deverá apresentar.
Por fim defendo que todo mestre de cerimônias deve ser cerimonialista, mas nem toda cerimonialista pode ou deve ser mestre de cerimônias.
É claro que quero ouvir os comentários de meus colegas profissionais; Visões, Estudos, Conceitos, e até ouvir das tratativas de instituições que vem recomendando informações sobre esse tema.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Hasteamento das bandeiras: como fazer?

O hasteamento é um ato público e normalmente ocorre em praças ou quartéis, acompanhados da participação de militares, escolas e quaisquer pessoas que tenham interesse e acompanhar o evento.





O profissional que cuida do cerimonial tem que ter um leque de alternativas para aplicar a ordem de precedência, adotando em cada circunstância com prévio conhecimento do órgão anfitrião.

A precedência entre os Estados brasileiros é determinada pela ordem de constituição histórica. E isso é considerada a base do cerimonial, pois significa reconhecer a primazia de uma autoridade sobre a outra como temos os estados que são por ordem de fundação, determinando seus lugares, e a ordem dos seus pronunciamentos.

Precisamos estar atentos as normas federais para que tudo saia de acordo, e tenhamos um hasteamento com toda a pompa de um evento desta magnitude, pois há uma participação ativa de autoridades públicas, militares e também da sociedade civil em nossa cidade.

Na nossa cidade, o evento sempre ocorre na Praça 21 Irmãos Amigos – Itararé, São Vicente. Porém, as placas dos estados nos mastros estavam desatualizadas tanto a sua colocação como o texto informativo, e em consonância com o prefeito municipal, fizemos as trocas e atualizações das informações contidas, houve um estudo profundo no decreto no 70.274, de 9 de março de 1972.

Conforme o “ Art . 8º A precedência entre os Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios é determinada pela ordem de constituição histórica dessas entidades, a saber: Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão, Pará, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraíba, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Alagoas, Sergipe, Amazonas, Paraná, Guanabara (Excluído pelo Decreto nº 83.186, de 1979), Acre, Mato Grosso do Sul (Incluído pelo Decreto nº 83.186, de 1979), Distrito Federal, e Territórios: Amapá, Fernando de Noronha, Rondônia e Roraima.”


Porém, estamos em 2018 e tivemos os territórios transformados em estados, bem como também a criação de outros como foi o caso do Tocantins.

Segue abaixo pesquisa elaborada para o embasamento da colocação das ordens de precedências de nossas bandeiras na cidade de São Vicente, estado de São Paulo.

O legislador expressa esta sua intenção ao colocar, na versão original, a precedência do Distrito Federal após os Estados  da Guanabara e Acre, mesmo tendo sido criado em 1891 (transferido para o Planalto Central em Goiás em 1960).  O Estado da Guanabara foi criado em 1960 e do Acre em 1962; igual posição foi mantida na versão atual (dada pelo Dec. Nº. 83.186 de  19/02/79), ao mandar inserir o Estado do Mato Grosso do Sul (criado em 1979) logo após o Acre e antes do Distrito Federal.

Portanto, deve ser dada precedência primeira a todos os Estados em ordem de constituição histórica, depois ao Distrito Federal e finalmente, caso venham a serem criados, os Territórios em ordem de constituição histórica.

Para aclarar a leitura acima  não podemos esquecer algumas  datas importantes de nossa história:

  • Em 1853, foi criado o Estado do Paraná (último da monarquia);
  • Em 1891, Foi criado o Distrito Federal (1ª entidade da República); 
  • Em 1920, foi criado o Território Federal do Acre; 
  • Em   1943,   foram criados   os Territórios Federais   de Amapá, Fernando de Noronha, Rondônia e Roraima (não todos com estes nomes); 
  • Em 1960, foi criado o Estado da Guanabara; 
  • Em 1960, com a inauguração de Brasília, o Distrito Federal foi transferido do Rio de Janeiro para o Planalto Central em Goiás; 
  • Em 1962, foi criado o Estado do Acre; 
  • Em 1972, foi editado o Dec. Nº. 70.274;  
  • Em 1975, foi extinto o Estado da Guanabara; 
  • Em 1979, foi criado o Estado do Mato Grosso do Sul; 
  • Em 1981, foi instalado o Estado de Rondônia; 
  • Em  1988,  foi extinto  o Território Federal  de Fernando de Noronha  (Art.15.ADCT);
  • Em 1988, foi criado o Estado de Tocantins, instalado em 1989 (Art. 13. ADCT); 
  • Em  1991,  foram instalados  os Estados de Roraima  e Amapá, nesta ordem,(Art. 14. ADCT). 
Portanto em nossa Praça 21 Irmãos Amigos a colocação dos mastros está na seguinte ordem.




“ O cerimonial é uma função que exige constante aperfeiçoamento profissional, conhecimento amplo do comportamento humano, da economia, da política, da sociologia e de outras ciências" (Gilda Fleury, 2011)




segunda-feira, 4 de junho de 2018

DEPOIS VAI DIZER QUE NÃO FALEI



Por Marcelo Furtado - Jornalista e Mestre de Cerimônias       

                            



                                     



                          "Se posicionar faz bem. Pelo menos quem pensa como você fica com você"


Inspirado na entrevista de Márcio França no dia 03 de junho Programa do Datena  na TV Bandeirantes



Ultimamente em meio a tanto mi mi mi, as pessoas de bem, seja na vida ou nas redes sociais adquiriram um péssimo costume que geralmente é traduzido pela seguinte frase:

" Eu não vou opinar, pois prefiro não me meter",

No fundo você prefere opinar e quer se meter  mas é vencido e acuado pelo medo do julgamento alheio e o pavor da desaprovação da maioria.

Falo por mim, já passei por vários momentos e assuntos em que não opinei, não comentei, não falei e preferi passar sem ser notado e tenho certeza que você já passou por situações assim.

Isso é um erro.

Embora você tenha a falsa impressão que ficou bem com todo mundo, essa postura "blazê", não faz bem a ninguém.

Se o seu modo de ver é parecido com o do outro, ótimo e se não for... melhor ainda, que o diálogo sirva para um ponto em comum.

(Extremistas e pesssoas com pensamentos fechados - esses sim, ficam de fora e com medo - você não). Por que só  os times certos e errados, azuis e vermelhos; só com Santos e Corinthians não fazemos nem um campeonato.

No campo da disputa  vencer esse medo e melhorar a cada dia no enfrentamento ideológico em que hora você irá aprender e hora ensinar, é o melhor caminho.

Faça valer  - e o mais legal de tudo - Você vai descobrir que  sempre vai ter alguém que pensou como você e não falou. Então por favor só não se omita. É o silencio que me incomoda e preocupa. Depois vai dizer que não falei.



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